sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Playlist da noite

Enquanto estudo pra prova de inglês amanhã, ouço:

-Jónsi - Boy Lilikoy
-Shout Out Louds - Walls
-Bat for Lashes - Moon and Moon
-Daïtro - Chaque Seconde
-The Cribs - We Share de Same Skies
-Chico Buarque - Desalento
-Hole - Celebrity Skin
-Joan As Police Woman - Flushed Chest
-Julie Doiron - No More
-The Kodan Armada - Say Something
-The Dead Weather - A Child of A Few Hours Is Burning to Death
-The Kills - No Wow/Telephone Radio Germany
-PJ Harvey - Rid of Me

sim, estou viciado em listas [2]

5 palavras gostosas de se pronunciar

Sim, eu estou viciando em listas

-Entorpecente
-Hipocondríaco
-Linguística
-Leviandade
-Letargia

Dez melhores livros lidos em 2009

Lista feita na hora

-Sagarana - João Guimarães Rosa
-A Confissão de Lúcio - Mário de Sá-Carneiro
-Laços de Família - Clarice Lispector
-Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
-O Existencialismo é um Humanismo - Jean-Paul Sartre
-Os Sofrimentos do Jovem Werther - Goethe
-Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski
-Vidas Secas - Graciliano Ramos
-Morangos Mofados - Caio Fernando Abreu
-O Cortiço - Aluísio de Azevedo

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Recordar é viver

Graças a Deus!

Hoje eu fui levado até o fórum, onde eu trabalhei como estagiário entre agosto de 2008 e janeiro de 2009. Logo na entrada eu já senti sensação de angústia e a vontade descontrolada de voltar pra casa, tão comum na época em que eu trabalhava lá. A diferença é que, agora que eu não tenho mais nenhum vínculo empregatício naquele lugar, eu percebi que o que eu sentia não era preguiça de trabalhar, mas eu recebia em cheio aquele ar carregado, aquela atmosfera de ódio, brigas, imposição de poder, inveja, etc. Tão comum em qualquer lugar do mundo, mas que no poder judiciário se faz muito mais presente. Thank God eu não mais pretendo fazer faculdade de Direito (agora entendo porque sempre foi tão comum ouvir falar em suicídio entre os estudantes da Faculdade de Direito da USP), acho que iria enlouquecer, já que ficava angustiado só de ver aqueles velhos colegas de trabalho, garantindo seu ganha-pão num abiente tão depressivo e angustiante.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Maçã no Escuro, pág. 211

"Não poderia [escrever um romance]! Saltou o professor, e aí é que está! Não poderia , exclamou penoso, não poderia porque tenho todas as soluções! Já sei como resolver tudo! Não sei como sair desse impasse! Para tudo, disse ele abrindo os braços em perplexidade, para tudo tenho uma resposta"

Ler Clarice é, definitivamente um trabalho penoso. Mas é o tipo de desafio que te engrandece, que te marca para sempre, porque ela entra no universo do personagem de maneira tal que você fica abismado com a riqueza de detalhes e com a maneira poética da autora mostrar esse universo intimista. Dos livros dela que eu já li(A Hora da Estrela, Perto do Coração Selvagem, Laços de Família, A Paixão Segundo G.H., e agora A Maçã no Escuro) esse último tem sido o mais penoso de todos. Só não foi mais difícil do que Perto do Coração Selvagem pois eu, na época um pobre garoto que não conhecia nem Dostoievski e encantado com a habilidade da então desconhecida autora em descrever a personagem Macabéa no idolatrado "A Hora da Estrela" fui pego de surpresa por um livro estranho, com textos reflexivos que exigiam demais da minha capacidade de concentração e interpretação. Depois de reler o tal livro três vezes e me aventurar em outras obras, eis que denovo eu me vejo nesse impasse: as belas palavras de Clarice não tem nexo pra mim.
A Maçã no Escuro conta a história de um engenheiro carioca que cometeu um crime e passa por um processo de depuração numa fazenda que pertencem a um par de primas: Vitória e Ermelinda. Pessoalmente, posso dizer que até certo ponto do livro, tudo transcorria tranquilamente e eu conseguia lidar com o jeito clariciano de escrever sobre alguém e seus atos. Mas ultimamente, esse livro de 320 páginas virou uma espfinge indecifrável e tenho medo desta me devorar. Não vou entrar em detalhes: posso me confundir, posso acabar falando demais ou mesmo descobri que essas três semanas que estou tentando ler o livro não descobri nada além de uma visão geral da obra. Parte da culpa por não conseguir digerir os (in)decifráveis parágrafos do livro é minha, já que eu escolhi ler um livro que merece toda a atenção do mundo numa época da minha vida onde a ansiedade, um "mal" que eu carrego desde epigênisis da infância (não poderia concluir essa postagem sem uma brinks, se não entendeu joga no google), está me atrapalhando a vida profundamente.
Por enquanto, a única solução que eu vejo é reler em outra época, assim como eu fiz com Coração Selvagem, até lá, verei o que faço com as 80 úlimas páginas.
PS: Eu entendi o parágrafo que eu supracitei.