domingo, 14 de fevereiro de 2010

eu

Queria tanto encontrar uma pessoa como eu...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tensão, insegurança, medo, desânimo
uma vontade louca de jogar tudo pro alto e sair por aí sem rumo e apenas andar andar andar andar até finalmente ter a certeza de estar no lugar certo, fazendo a coisa certa
Devo culpar a mim mesmo por me sentir assim?
ou é essa a condição básica de viver
a condição básica de ser
a condição humana
mas a pergunta chave é
quem é pior: o mundo ou eu?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

e o menino do cabelo curto, encantado com aquele objeto baixinho encostado à parede e, para descobrir a utilidade de encantador apetrecho, resolveu consultar seu porto seguro:
-mamãe, o que é esse buraco amarelo na parede?
-é uma tomada filho! não ponha o dedo aí se não você vai levar um choque!
Ele tinha sim uma noção do significado nefasto daquela palavra de cinco letras. Mas sua tenra mente não teve tanta facilidade de associar a ação com a consequência, pois a razão foi entorpecida pela curiosidade. Afinal, será que ele realmente ia tomar um choque? Será que tomar choque é mesmo algo tão ruim assim? Porque se fosse, pra que exisitiria essa tomada?
Não se sabe como, nem quanto tempo durou esse misto de pensamentos que surgiram numa velocidade maior do que imaginamos, mas eis que o menino do cabelo curto de vê com o dedo dentro da tomada. A ação teve uma reação imediata, rápida e com efeitos colaterais prolongados. Em vinte segundos sua mãe estava o amparando. Em dois minutos, sua mãe estava o castigando. Em três horas sua mãe estava o ensinando os motivos pelos quais não ele não deve desobedecê-la. Em uma semana, seu dedo queimado começou a cicatrizar. Em oito dias a cicatriz começou a coçar. Em dez dias a ferida estava reaberta. Em quinze anos ele ainda sente um frio na barriga ao ter que ligar algo na tomada.
E ele nunca mais repetiu aquilo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

4 de fevereiro

Hoje é 4 de fevereiro. Eu tentei procurar no google algum evento, aniversário, etc. que se comemora hoje, mas como minha internet não está nos seus melhores dias (o melhor é que no calor a coisa piora ~:) mas eu não tive paciência suficiente.
O que importa é que hoje fazem dois meses que a atriz Carolinie Figeuiredo gravou o vídeo "4 de dezembro" que foi motivo de chacota por toda a comunidade internauta. OK, não é lá muito normal uma atriz global ir até o Jardim Botânico e gravar um vídeo toda molhada de chuva dizendo coisas como "religar é religião" entre outras que me deixaram com cara de -Q. Mas vamos esquecer da situação e do vídeo em si e nos concentrarmos apenas na mensagem que ele passa.
4 de dezembro é o dia da chuva, de Iemanjá e de uma outra santa que confesso não lembrar o nome. A chuva é um elemento que em nossa cultura é relacionada com renovação e purificação (tá, a chuva nas metrópoles brasileiras são tudo menos limpas, mas abstraia isso também). Esse simbolismo pluvial com certeza foi um dos motivos de ela ter essa epifania, onde se deu conta que era mais do que hora de mudar sua postura diante do mundo.
Agora pense: mudar a postura diante do mundo, mudança, não é um dos maiores sonhos do ser humano? Afinal, todo mundo vive dizendo: ai como eu queria poder me comportar de tal jeito; ai se eu não agisse de tal forma minha vida seria perfeita, etc. Ora, é normal isso. Se estamos aqui é para melhorar cada dia mais, mas há alguns... defeitinhos, algumas coisinhas que nos impedem de melhorar de vez e é isso que a atriz queria passar no vídeo.
A loucura de fazer o certo, a loucura de estar sóbria... se você for analisar bem, ela não falou nenhuma bobagem, afinal, nós vivemos num mundo onde fazer o certo é motivo de piada. As pessoas hoje em dia têm vergonha de serem honestas, de serem "certinhas". Fazer o certo é declarar guerra contra a sociedade. Estar sóbrio é uma loucura!
Concluindo, por mais que o jeito que ela diz, a maneira como ela se comporta durante o vídeo possa parecer que ela está louca, drogada, etc. Deixe de lado esse preconceito e, dessa vez, assista esse vídeo com seriedade, prestando atenção na linda mensagem que ele passa.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

regra número 1: ame

é... não importa como. Fraternal, passional... contanto que seja verdadeiro. E quando eu falo de amor, não estou fazendo referência a corpo, sexo, pegação ou qualquer outra coisa que insinue instantes de êxtase seguidos da mais completa solidão. Estou falando de união, respeito, compreensão, paciência, amizade, confiança, dedicação... várias palavras que, mesmo agrupando-as todas em um texto infinito não terão um significado tão completo como essa simples palavrinha de 4 letras: amor.
Ao amar, você nunca está sozinho, nem triste, nem desamparado, e quaisquer sentimentos ruins passam longe, mesmo passando pelas piores provações. Mas o amor não é algo que vem de graça. Ou melhor, ele pode até vir de graça, mas com a mesma facilidade com que ele vem, volta. O amor é sim uma flor que se mucha se não for bem cuidada. Cuide da sua flor, não meça esforços, não pense em orgulho e não deixe nada atrapalhar esse sentimento. Ame a tudo e a todos como a si mesmo e, quem sabe um dia, podemos nos orgulhar do mundo maravilhoso em que vivemos.